A FIA e o Conselho Mundial de Esporte a Motor decidiram, esta manhã, os rumos dos envolvidos naquele que ficou conhecido como o “Caso Renault”. O ex-piloto da F-1 Nelson Piquet Jr. acusou Briatore de tê-lo mandado bater de propósito no muro do GP de Cingapura do ano passado. A ação beneficiou Fernando Alonso, o vencedor daquela corrida e companheiro de Nelsinho na escuderia francesa.
Em uma reunião que durou cerca de duas horas, concluiu-se que os membros da Renault Flavio Briatore, Pat Symonds e Nelsinho conspiraram, de fato, para o resultado daquele GP. A empresa foi suspensa por dois anos da F-1, mas com sursis, isto é, sem cumprir a punição a não ser que volte a se envolver em episódio semelhante.
No caso de Briatore, a FIA optou por baní-lo em período ilimitado do automobilismo sem direito a dirigir qualquer evento internacional organizado pela entidade. Já o engenheiro Pat Symonds fica suspenso por cinco anos. Nelsinho foi beneficiado por suas declarações voluntárias, de acordo com o Código Internacional do Esporte, e terminou imune. Para a FIA, Fernando Alonso não teve nada com a conspiração da Renault.
O jornalista da TV Globo, Reginaldo Leme, falou agora pela manhã e por telefone ao programa Redação Sportv. Para ele, o fato de a Renault ser uma importante fornecedora de motores à F-1 explica a não punição mais severa. Sobre uma possível volta de Nelsinho à categoria, acredita “não ser fácil”, com o piloto tendo de aceitar correr em equipes novas e pequenas, se for o caso.

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