Eu me lembro muito bem da grande decepção nos Jogos de Atenas, na apresentação do solo da Daiane dos Santos. Todos tínhamos quase a certeza absoluta, e ela também, de que era apenas uma questão de tempo para se apresentar e ganhar a medalha de ouro. Mas logo na primeira linha acrobática ela pisou fora do limite do tablado. Com isso, já não havia mais chance alguma, pois a nota viria com um certo desconto. No restante da prova, ela até que se apresentou bem, se levarmos em conta a insegurança que ela estava por causa deste erro.
Eu tinha certeza e ela também sabia que ali foi encerrado um ciclo, um longo trabalho de quatro anos, com grandes resultados. Ela, que foi considerada a melhor ginasta do solo em todo este ciclo olímpico, viu tudo acabar logo na primeira linha. Foi uma tristeza muito grande, mas são coisas do esporte. O esporte é feito assim: de grandes vitórias e algumas decepções.

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