Para fechar meu dia olímpico, eu poderia dizer que eu vi o Usain Bolt vencer os 100 metros rasos e se transformar no homem mais rápido do mundo de uma forma que nunca aconteceu. Já tinha visto e transmitido Ben Johnson, Donovan Bailey e tantos outros grandes campeões. Mas o que o Usain Bolt fez hoje no Ninho do Pássaro foi uma coisa absolutamente incrível.
Bateu o recorde mundial, baixou o que já era dele para 9s69. É o homem mais rápido do mundo, não tomou conhecimento dos adversários. Bateu o recorde mundial passeando no último 10 metros. Olhou para câmera robô, bateu no peito, abaixou os braços, fez uma ginga e saiu comemorando. Se ele estivesse firme correndo até o final, talvez chegasse abaixo dos 9s69. Mas isso fica para mais a frente.
Venceu e empolgou os 70 mil no ginásio e milhões de pessoas que assistiam pela televisão. Muda a cara dos 100 metros, um corredor dos 200 metros com dois metros de altura e biotipo diferente. Daqui para frente jamais a prova dos 100 metros será a mesma, não tem mais aquela coisa do gigante de músculo. Ele é longilíneo e tem pernas enormes. Mudou o biótipo e mudou a história dos 100 metros rasos.

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